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Este blog pretende facultar informação credível e científica sobre planeamento familiar e pré-concepcional, gravidez, preparação para o parto, cuidados ao RN, saúde infantil e amamentação

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10
Jun18

Vacinação da grávida contra a tosse convulsa

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Vacinação da grávida contra a tosse convulsa

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O que é a tosse convulsa? 

A tosse convulsa é uma doença infecciosa do aparelho respiratório causada geralmente por uma bactéria, a Bordetella pertussis.

 

Como se transmite?
A transmissão ocorre por inalação das gotículas respiratórias que se libertam para o ar através da tosse da pessoa infectada. A transmissão acontece apenas entre humanos. 

 

Como se diagnostica?
Na maioria dos casos o diagnóstico é feito pela clínica, podendo ser realizados exames laboratoriais para pesquisa da bactéria. 

 

A tosse convulsa tem tratamento?
Sim. Deve-se instituir tratamento antibiótico adequado sempre que se suspeite de tosse convulsa, após colheita de secreções para pesquisar a bactéria.

 

É uma doença de notificação obrigatória?
Sim. A tosse convulsa é uma DDO (doença de declaração obrigatória) e devem ser notificados todos os casos prováveis e confirmados. 

 

É necessário tratar as pessoas que tiveram contacto com a pessoa infectada?

Sim, é necessário fazer profilaxia antibiótica. Esta deve ser feita a todo o agregado familiar e a todas as pessoas que tiveram contacto com um doente sintomático.  

Importância da Vacinação contra a tosse convulsa na gravidez – fundamentação:


A vacinação é o principal meio de prevenção da doença e reduziu drasticamente a incidência da doença.

No entanto, nos últimos anos assistiu-se à reemergência desta doença. Entre 2000 e 2011 registaram-se 370 casos e 5 óbitos. Em 2012, 2013, 2014 e 2015 foram declarados um total de 677 casos e ocorreram 8 óbitos. A maior incidência da doença ocorreu em crianças com idade inferior a 2 meses (42% dos casos) ou seja, crianças que não tinham ainda iniciado a primovacinação, seguida do grupo etário 2 a 5 meses.

Entre as causas mais prováveis para o aumento da tosse convulsa estão a diminuição rápida da imunidade conferida pela vacina acelular e o aparecimento crescente de mutantes de escape vacinal, ou seja, variantes da bactéria que, devido à pressão selectiva vacinal, apresentam antigénios que divergiram em relação aos incluídos na vacina, o que determina que adolescentes e adultos sejam susceptíveis de contrair a infecção, sendo estes as fontes de contágio de lactentes com cobertura vacinal ausente ou parcial.


Desta forma sabe-se que a nem a infecção nem a vacinação (DTPa aos 2, 4, 6, 18 meses e aos 5-6 anos) providenciam imunidade permanente, mas na ausência de novas vacinas mais eficazes há que implementar estratégias adicionais de controlo da tosse convulsa com o objectivo prioritário de reduzir a carga da doença em lactentes de idade inferior a 2 meses, o grupo etário com doença mais grave e maior letalidade.

 

Assim a Direcção Geral de Saúde (DGS) incluiu a vacina Tdpa às grávidas no programa Nacional de Vacinação, sedo recomendada e gratuita a partir de 2017, e deve ser repetida em cada gravidez.

 

 

Estratégia de controlo da tosse convulsa nos RN :

A estratégia que tem demonstrado maior efectividade é a vacinação da grávida, que se baseia na passagem transplacentária de anticorpos da mãe para o filho, conferindo-lhe protecção passiva até ao início da vacinação, aos 2 meses de vida.

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Como:

- Recomenda-se a vacinação durante a gravidez com uma dose de vacina combinada contra a tosse convulsa, o tétano, e a difteria, em doses reduzidas (Tdpa), entre as 20 e as 36 semanas de gestação, idealmente até às 32 semanas (altura da gravidez em que a passagem de anticorpos é mais eficaz).

- A vacinação deve ocorrer após a ecografia morfológica (que se deve realizar ente as 20 e as 22 semanas + 6 dias).

-A vacinação anterior à gravidez ou a vacinação em gravidez anterior não cumprem este requisito, sendo necessário repetir a vacinação em cada gravidez.

 

Os estudos efectuados demonstram que a vacinação da grávida é segura.

 

 

                                                                                         Fonte: Direcção Geral de Saúde, 2016

 

 

                                                                        a Parteira explica

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