Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

a Parteira explica

Este blog pretende facultar informação credível e científica sobre planeamento familiar e pré-concepcional, gravidez, preparação para o parto, cuidados ao RN, saúde infantil e amamentação

Este blog pretende facultar informação credível e científica sobre planeamento familiar e pré-concepcional, gravidez, preparação para o parto, cuidados ao RN, saúde infantil e amamentação

a Parteira explica

21
Jun18

Sol e Calor - cuidados a ter com as crianças

aparteiraexplica

 

Sol e calor – Cuidados a ter com as crianças   

sol-calor.jpg

 

O calor intenso é muito perigoso para os bebés e para as crianças. Quanto mais pequenos maior a dificuldade de regulação da temperatura, e mais rápida a desidratação, pelo que são necessários alguns cuidados.

 

Cuidados com o calor:

  • Aumente a ingestão de água e/ou sumos de fruta natural
  • Faça refeições leves e frescas
  • Utilize roupa confortável, leve e fresca
  • Promova ambientes refrescantes (feche janelas/persianas e active a circulação de ar)
  • Evite sair para o exterior nas horas de maior calor (11h às 17h30) e tenha especial atenção às variações térmicas intensas, nomeadamente à entrada no automóvel: primeiro refresque o ambiente e active a circulação de ar, e só depois coloque o bebé no automóvel.
  • Os carrinhos de passeio, ovos, marsúpios e slings podem ser demasiado quentes e desconfortáveis, e altamente transpiráveis, prefira que o bebé descanse no berço e vá supervisionando a temperatura.
  • Vigie os sinais de hidratação: tónus da pele, olhos, língua, actividade normal do bebé, fontanela ("moleirinha") não depressível nos lactentes, produção de urina.

 

Devo dar água ao bebé?

  • Bebé que faz aleitamento materno exclusivo – não precisa de dar água ao bebé, pois o leite materno tem tudo o que o bebé necessita. No tempo quente, o que deve fazer é aumentar a frequência das mamadas para garantir uma adequada hidratação. Ao oferecer água a um bebé que faz aleitamento materno de forma exclusiva, pode colocar em causa o sucesso da amamentação, uma vez que, a água vai encher o estômago do bebé, que não terá fome para mamar quando seria suposto, o que leva a uma ciclo vicioso: diminuição da estimulação mamária, diminuição da produção de leite, interferência no crescimento e desenvolvimento do bebé.

 

  • Bebé que faz leite materno e leite adaptado - neste caso deve oferecer água ao bebé.

 

  • Bebé que já iniciou a alimentação complementar (papas, sopas…) também deve oferecer água ao bebé para garantir uma adequada hidratação.

 

É necessário utilizar protector solar nas crianças mesmo quando não vão para a praia?

 

942d3b73546ec601f98f11cc2b94ef8f.jpg

  • A pele dos bebés é mais fina e sensível pelo que é necessário protegê-la sempre antes de qualquer exposição solar, e não apenas na praia. Sempre que sair à rua deve colocar protector solar na criança.
  • Os protectores solares variam consoante os tipos de filtros que utilizam: físicos/minerais ou químicos. Os filtros químicos precisam de ser absorvidos pela pele para se tornarem activos, enquanto os filtros físicos ou mineras ficam na superfície cutânea.
  • Normalmente, os protectores com filtros químicos são mais fáceis de espalhar, enquanto os físicos/minerais são mais espessos, difíceis de espalhar e deixam a pele branca e engordurada. Recomenda-se que os bebes até aos 12 meses, e idealmente até aos 2 anos utilizem protectores com filtros 100% físicos ou minerais, de modo a não absorverem partículas estranhas.

 

 

Praia - Prevenção/radiação

b9bf6c42ed1818fa6fdc7e52feeef60e.jpg

 

Os bebés com menos de 6 meses não devem ser sujeitos a exposição solar, e deve evitar-se a exposição solar directa a crianças com menos de 3 anos.

  • Use roupas claras, leves e frescas
  • Evite a exposição solar entre as 11h e as 17h30
  • Coloque as crianças o maior tempo possível à sombra
  • Mantenha a criança vestida, pelo menos com uma t-shirt (de preferência branca), com chapéu e com óculos de sol com protecção UVA e UVB
  • Utilize protector solar factor 50+ antes de sair para a rua e renove a sua aplicação de forma constante, sobretudo, após o banho ou transpiração

 

Em caso de dúvida, contacte o seu médico assistente ou a linha de Saúde24: 808 24 24 24.

 

Fontes:

Direcção Geral de Saúde [DGS] (2018). Apresentação do plano de Contingência Saúde Sazonal – Verão 2018.

Direcção Geral de Saúde [DGS] (2011). Calor e Radiação Ultravioleta – cuidados a ter com as crianças.

 

 

                                                                            a Parteira explica

 

12
Jun18

Toxoplasmose e Gravidez

aparteiraexplica

Toxoplasmose

 

ciclo da cadeia epidemiológica da toxoplasmose.bm

 

O que é a toxoplasmose?

A toxoplasmose é uma infecção causada por um protozoário, o Toxoplasma Gondii, que tem como principal hospedeiro o gato e cujo período de incubação é de cerca de dez dias.

 

Qual a sua prevalência?

A prevalência da Toxoplasmose varia de país para país, observando-se variações tão grandes na prevalência como 20% nos Estados Unidos da América e na Inglaterra, 73% na França e cerca de 60% em Portugal. A taxa de infecção é de cerca de 4,2 crianças infectadas em cada 1000 nados vivos.

 

Como ocorre a transmissão da toxoplasmose?

A infecção nos gatos faz-se pela ingestão de roedores infectados. Os organismos desenvolvem-se nas células intestinais do gato, são eliminados nas fezes e amadurecem no meio externo em três a quatro dias em oócitos infectantes. Estes podem ser ingeridos por outros animais ou pelos seres humanos e produzir uma infecção aguda e crónica de vários tecidos, incluindo o cérebro.

Assim, os seres humanos são infectados por duas fontes: Ingestão de alimentos contaminados por oócitos (geralmente através das fezes dos gatos) e Ingestão de carne mal cozida de animais que servem como hospedeiros intermediários.

 

Sintomas:

 

Nas pessoas saudáveis, esta infecção não provoca sintomas porque o sistema imunitário impede o parasita de causar doença. Quando ocorre, tende a ser muito ligeira, semelhante a um quadro gripal que dura algumas semanas ou meses e depois desaparece.

Os sintomas da doença incluem calafrios, febre, cefaleias, mialgias, linfadenite cervical posterior e fadiga, assemelhando-se à mononucleose infecciosa. Contudo, é importante reter que o parasita permanece no organismo, podendo ser reactivado se as defesas diminuírem.

Os sintomas de forma crónica são inflamação ocular, exantema, febre alta, hepatite, encefalomielite e miocardite.

 

Como se diagnostica a toxoplasmose?

O diagnóstico de toxoplasmose é quase sempre laboratorial, através de análises ao sangue que demonstram a presença de anticorpos contra o parasita.

 

Como se trata a toxoplasmose?

Na maioria das pessoas saudáveis, a recuperação da toxoplasmose ocorre sem tratamento. No entanto, quando necessário o tratamento consiste na administração de um conjunto de medicamentos, como a espiramicina, sulfadiazina e a pirimetamina,

O tratamento durante a gravidez é discutível, porque os medicamentos podem ser tóxicos para o feto. Como tal, importa avaliar cada caso de forma individual, no entanto a a espiramicina 3 gramas por dia tem-se revelado eficaz, uma vez que, é considerada inócua mesmo no primeiro trimestre de gravidez. O medicamento deverá repetir-se ao longo da gravidez, com intervalos de um mês, acompanhado da vigilância da grávida e feto. De acordo com a lei, a infecção materna por toxoplasmose pode justificar a interrupção da gravidez.

 

Toxoplasmose e gravidez – Como ocorre a infecção fetal?

A infecção fetal pode dar-se por dois mecanismos: migração transplacentária durante a parasitémia materna, como consequência de infecção aguda durante a gravidez e por via transplacentária ou transamniótica, a partir de quistos de toxoplasma acantonados no endométrio numa infecção latente e pré-concepcional.

O risco para o feto depende da idade gestacional em que a infecção ocorre e da sua capacidade imunitária no momento da transmissão. Quando a infecção materna se verifica no último trimestre, a transmissão ao feto é mais frequente mas a doença do recém-nascido é quase sempre subclínica. Se a infecção ocorre no início da gravidez, a transmissão fetal é menos frequente, mas a doença no recém-nascido é mais grave, uma vez que, a infecção pode ser assintomática na mãe com transmissão não reconhecida para o feto, aumentando o número de abortos, nados mortos, atraso intra-uterino do crescimento e infecção congénita grave. Ao nascer, o recém-nascido desenvolverá icterícia, hepatoesplenomegália, convulsões, encefalite, microcefalia, calcificações cerebrais, atraso mental, coriorretinite e cegueira com mau prognóstico.

 

  

Prevenção:

 

Relativamente à prevenção primária da doença, deve passar por dois pontos fulcrais: medidas ao nível da alimentação e medidas ao nível do contacto com o meio ambiente e com os animais:

 

- Utilizar luvas em actividades que impliquem contacto com a terra e lavar as mãos no fim das mesmas

- Lavar bem as mãos e todos os utensílios de cozinha (facas, tábuas) durante e após a preparação de alimentos crus

- Descascar ou lavar bem as frutas, verduras e legumes crus para retirar a terra

- Evitar ingestão de saladas fora de casa

- Carne e ovos bem cozinhados  

- Não consumir produtos lácteos não pasteurizados

- Evitar água não tratada

- Evitar o contacto com a caixa de areia dos gatos (dejectos) e, se tal for necessário, fazê-lo usando luvas e lavando as mãos logo de seguida.

 

                                                                         

                                                                            a Parteira explica

 

 

Fontes:

 

- Graça, L. (2010) Medicina Materno-Fetal. 4ªEd. Lisboa: Lidel.

- Direcção Geral de Saúde [DGS] (2000). Divisão de Saúde Materna, Infantil e dos Adolescentes. Saúde Reprodutiva: Doenças Infecciosas e Gravidez. Orientações Técnicas. Lisboa: Monumental.

- Centers for Disease Control and Prevention (2017). Toxoplasmosis.

- Direcção Geral de Saúde [DGS] (2015). Vigilância da gravidez de baixo risco.

10
Jun18

Vacinação da grávida contra a tosse convulsa

aparteiraexplica

Vacinação da grávida contra a tosse convulsa

vacinas.gif

O que é a tosse convulsa? 

A tosse convulsa é uma doença infecciosa do aparelho respiratório causada geralmente por uma bactéria, a Bordetella pertussis.

 

Como se transmite?
A transmissão ocorre por inalação das gotículas respiratórias que se libertam para o ar através da tosse da pessoa infectada. A transmissão acontece apenas entre humanos. 

 

Como se diagnostica?
Na maioria dos casos o diagnóstico é feito pela clínica, podendo ser realizados exames laboratoriais para pesquisa da bactéria. 

 

A tosse convulsa tem tratamento?
Sim. Deve-se instituir tratamento antibiótico adequado sempre que se suspeite de tosse convulsa, após colheita de secreções para pesquisar a bactéria.

 

É uma doença de notificação obrigatória?
Sim. A tosse convulsa é uma DDO (doença de declaração obrigatória) e devem ser notificados todos os casos prováveis e confirmados. 

 

É necessário tratar as pessoas que tiveram contacto com a pessoa infectada?

Sim, é necessário fazer profilaxia antibiótica. Esta deve ser feita a todo o agregado familiar e a todas as pessoas que tiveram contacto com um doente sintomático.  

Importância da Vacinação contra a tosse convulsa na gravidez – fundamentação:


A vacinação é o principal meio de prevenção da doença e reduziu drasticamente a incidência da doença.

No entanto, nos últimos anos assistiu-se à reemergência desta doença. Entre 2000 e 2011 registaram-se 370 casos e 5 óbitos. Em 2012, 2013, 2014 e 2015 foram declarados um total de 677 casos e ocorreram 8 óbitos. A maior incidência da doença ocorreu em crianças com idade inferior a 2 meses (42% dos casos) ou seja, crianças que não tinham ainda iniciado a primovacinação, seguida do grupo etário 2 a 5 meses.

Entre as causas mais prováveis para o aumento da tosse convulsa estão a diminuição rápida da imunidade conferida pela vacina acelular e o aparecimento crescente de mutantes de escape vacinal, ou seja, variantes da bactéria que, devido à pressão selectiva vacinal, apresentam antigénios que divergiram em relação aos incluídos na vacina, o que determina que adolescentes e adultos sejam susceptíveis de contrair a infecção, sendo estes as fontes de contágio de lactentes com cobertura vacinal ausente ou parcial.


Desta forma sabe-se que a nem a infecção nem a vacinação (DTPa aos 2, 4, 6, 18 meses e aos 5-6 anos) providenciam imunidade permanente, mas na ausência de novas vacinas mais eficazes há que implementar estratégias adicionais de controlo da tosse convulsa com o objectivo prioritário de reduzir a carga da doença em lactentes de idade inferior a 2 meses, o grupo etário com doença mais grave e maior letalidade.

 

Assim a Direcção Geral de Saúde (DGS) incluiu a vacina Tdpa às grávidas no programa Nacional de Vacinação, sedo recomendada e gratuita a partir de 2017, e deve ser repetida em cada gravidez.

 

 

Estratégia de controlo da tosse convulsa nos RN :

A estratégia que tem demonstrado maior efectividade é a vacinação da grávida, que se baseia na passagem transplacentária de anticorpos da mãe para o filho, conferindo-lhe protecção passiva até ao início da vacinação, aos 2 meses de vida.

Whooping-Cough-Vaccination-Richmond-300x225.jpg

 

Como:

- Recomenda-se a vacinação durante a gravidez com uma dose de vacina combinada contra a tosse convulsa, o tétano, e a difteria, em doses reduzidas (Tdpa), entre as 20 e as 36 semanas de gestação, idealmente até às 32 semanas (altura da gravidez em que a passagem de anticorpos é mais eficaz).

- A vacinação deve ocorrer após a ecografia morfológica (que se deve realizar ente as 20 e as 22 semanas + 6 dias).

-A vacinação anterior à gravidez ou a vacinação em gravidez anterior não cumprem este requisito, sendo necessário repetir a vacinação em cada gravidez.

 

Os estudos efectuados demonstram que a vacinação da grávida é segura.

 

 

                                                                                         Fonte: Direcção Geral de Saúde, 2016

 

 

                                                                        a Parteira explica

01
Jun18

“Representações da gravidez e m/paternidade"

aparteiraexplica

A gravidez é o período de cerca de 40 semanas que decorre entre a concepção e o nascimento do novo ser. Época dotada de experiências, sentimentos, expectativas, encanto e maior vulnerabilidade pessoal independentemente de ser ou não planeada (Leal, 2005). Hoje, tende a ser um acontecimento menos frequente e mais adiado, pois dada a actual situação económica e social a maioria dos casais procura estabilidade profissional antes da sua concretização, uma vez que, “ter um filho é cada vez mais um projecto de vida dispendioso a todos os níveis, do qual não se pode desistir nunca” (Leal, 2005, p.15).

A gravidez pode traduzir diversas realidades: concretização de um grande amor, relações conflituosas, imposição de um dos elementos (que o outro aceita apenas pelo medo da perda), um acaso ou um meio para atingir um fim (opção tomada por alguns casais na tentativa de salvar a relação, o que não tem muito êxito na realidade com que me deparo) (Canavarro, 2006). Assim, as gravidezes nem sempre resultam de um investimento pessoal/conjugal, de uma reflexão mas também derivam de vivências difíceis, pelo que em alguns casos não são sinónimo de felicidade, o que coloca em risco a capacidade de adaptação à situação (Canavarro, 2006; Leal, 2005).

Devo dizer que a maioria das gravidezes que conheço continuam a ser um objectivo no projecto de vida individual e do casal “no momento certo”. Hoje, apesar de toda a informação que existe continuam a surgir gravidezes que embora não planeadas, não foram evitadas mas acredito que nada é por acaso e que muitas vezes se não for inesperado o momento certo nunca chega.

Os nove meses da gravidez constituem um período de transição, que tem como função preparar os pais para as tarefas complexas e desafiantes que se lhes vão colocar pela frente. É um processo cultural, social e cognitivo, no qual através de ensaios de papéis e tarefas maternas/paternas, de ligações afectivas, de reflexões, os futuros pais se preparam para a consolidação da m/paternidade. A gestação acarreta mudança e cada mudança gera stress, implica perdas e ganhos, conforme o significado que tem para cada pessoa (pode ser angustiante ou recompensadora), e solicita adaptações (Canavarro, 2006).

O desafio inicial prende-se com descobrir e aceitar a gravidez, através de mudanças físicas/emocionais que a mulher vivência e depois pela possibilidade de visualizar o feto na ecografia. No segundo trimestre, o auge ocorre quando se sentem os movimentos fetais, o que contribui para um maior envolvimento do pai na gravidez. Aqui, ideias pré-concebidas sobre bem-estar fetal, parto vaginal e amamentação, poderão contribuir para um menor interesse sexual do homem pela mulher, realidade oposta ao desejo feminino. Nesta fase, “a proximidade com a sua companheira pode manifestar-se por sintomas psicossomáticos, gastrointestinais, alterações de apetite/peso, cefaleias e ansiedade” (Martín-Moyano, et al, 2009, p.51). No último trimestre da gestação, regressa a ansiedade e o medo do parto paralelo ao desejo cada vez maior de ver o bebé. Aqui normalmente aconselha-se a manutenção de uma vida sexual, para servir de estímulo à indução natural do parto, evitar cesarianas e constituir uma oportunidade do pai contribuir activamente no nascimento do filho.

A m/paternidade dependem da cultura e da sociedade em que estamos inseridos, “na nossa cultura cristã ocidental, a maternidade transcende em tudo a mera gravidez” (Leal, 2005, p.11). Trata-se de um projecto para toda a vida, repleto de amor, cuidados, interesse, partilha, responsabilidades e acções determinantes para o crescimento saudável do novo ser (Canavarro, 2006). Depende da disponibilidade pois “requer que, mais do se desejar ter um filho, se deseje ser mãe” (Leal, 2005, p.12). Como refere Canavarro (2006), a maternidade é um processo natural, instintivo, inato, determinante para a identidade sexual e realização pessoal das mulheres. Penso que para os pais a transição para a parentalidade vai depender das relações interpessoais, com a companheira/família. Os seus sentimentos acerca do nascimento de um filho podem ser ambíguos, receiam a perda de liberdade, de independência, e de romance com a sua companheira (Colman & Colman, 1994). Por outro lado sentem orgulho (representativo da sua masculinidade e fertilidade), ansiedade e incerteza, relacionadas com as novas responsabilidades e exigências (económicas, pessoais, sociais e laborais), sendo fundamental uma reorganização de papéis e funções na vida pessoal, conjugal e profissional.

Actualmente, as mudanças nos papéis sociais têm contribuído para o aumento do envolvimento dos pais com os bebés. A entrada da mulher no mercado de trabalho tornou-a menos disponível para cuidar das crianças, pelo que os pais deixaram de estar apenas comprometidos com o sustento económico e com a disciplina e tiveram de dividir a prestação de cuidados, nas diferentes etapas do desenvolvimento da criança (Cabrera, Tamis-LeMonda, Bradley, Hofferth & Lamb, citados por Brandão, 2009).

 

grav.jpg

 

Mais sobre mim

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
Em destaque no SAPO Blogs
pub